Em uma sociedade capitalista, o mercado de trabalho depende cada vez mais de pessoas capacitadas para exercer as mais diferenciadas profissões, desde as mais simples, até as mais respeitadas. Mas em um mercado capitalista como o nosso, existe uma grande competitividade para essas tarefas. Cada vez mais pessoas aparecem dispostas a trabalhar, o que nem sempre significa que elas são capacitadas o suficiente, por isso existe uma grande falta de pessoas especializadas no mercado de trabalho. Mas por quê? Porque grande parte dos jovens recém formados no ensino médio, esquecem que falta mão de obra capacitada nos serviços técnicos, e saem à procura de um curso superior, o que não significa ser logo o melhor caminho.
Ao mesmo tempo em que sobram psicólogos, e advogados, faltam técnicos em informática e torneiros mecânicos. É que a maioria das pessoas não quer se sujeitar a um trabalho “inferior”, onde se ganha menos do que alguém com a faculdade. É verdade também que faltam pessoas com ensino superior, mas o grande problema é que a maioria dos “calouros” está atrás de fama e fortuna, e esquecem que isso é apenas um “conto de fadas”, pois nenhum advogado recém formado sai ganhando “rios de dinheiro”, e nenhum administrador sai da universidade dirigindo uma grande empresa. Esses profissionais esquecem que o dinheiro vem com o trabalho, e não com o status.
Devemos aprender que o verdadeiro profissional constrói sua carreira com o trabalho, e não exibindo diplomas e certificados.
Os cursos Técnicos:
De um lado, há um grande número de candidatos com ensino superior, com idade entre 20 e 30 anos, e que não estão conseguindo emprego. Do outro lado algumas indústrias, que não encontram mão de obra capacitada. Nessas empresas, sobram currículos de pessoas com curso superior, e faltam currículos de profissionais técnicos.
Vendo isso, alguns jovens estão desistindo do tão sonhado diploma universitário, e estão investindo em cursos técnicos. Alguns dos cursos técnicos mais procurados são: Informática, Logística, e autocad. Mas devemos ressaltar, porém, alguns problemas encontrados por quem procura esses cursos, que pode ser falta de experiência profissional, idade (a maioria dos jovens recém formados tem entre 16 e 17 anos), o serviço militar (Empresas veem prejuízo nos jovens sem a dispensa do exercito), ou até mesmo por falta de condições financeiras (a maioria dos cursos técnicos são particulares). Por isso estima-se que em cinco anos poderá haver falta desses profissionais. Algumas empresas já começam a buscar parcerias com escolas profissionalizantes. Há algumas também que estão capacitando os próprios funcionários. No caso dos cursos técnicos, a demanda é maior que a procura. Diversas empresas sofrem com a falta de mão de obra especializada. Em algumas áreas da indústria, a falta de pessoal especializado é tão grande, que eles começam a procurar técnicos em outros estados, prejudicando possíveis trabalhadores daqui.
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